Leituras

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ode ao Homem do Mangue


Recife tem cheiro de sangue e suor
Daqueles guerreiros que se criaram sós
Nasceram da lama, dela construíram castelos
Dela crescem e sobrevivem, meninos, homens e velhos

Liberdade é palavra difícil de se ouvir
Pra quem existe no mangue e não pensa em desistir
Palavras mais conhecidas são fome e labuta
Resumem suas vidas em uma palavra: Luta!

Alimentam a esperança com a carne do caranguejo
Renovam a sobrevida, alimentando o desejo
Na carne do homem da lama, quase sem carne,
O esteriótipo avesso da cidade

Sob o sol forte e o fervor do mormaço
Os pés descalços, como que com botas de aço
Não emitem um só gemido, ou grito de socorro
Caminham sobre a lama, dentro dela, como se pisassem ouro


Fábio Melo

2 comentários:

UZIEL CARNEIRO disse...

e aew camarada!

Clenes Calafange disse...

Recife, linda cidade
Cheia de faces e interfaces
Histórica beleza que transcende o tempo
Seus homens guerreiros, seu povo sofrido
Suas ruas, seu charme, suas lutas
Seus contrastes é que me fazem amá-la.
(Clenes M. Calafange - 24.10.2010)